quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Somos todos resultado das nossas vivências. Isso é inevitável, por mais que digamos que tudo passa o facto é que o que vivemos marca-nos e inevitavelmente vai marcar para a vida, seja porque motivo for o que se passou entre nós deixou marca.

Estamos aos poucos a conseguir ser amigos e isso parece-me um bom sinal, quanto mais não seja porque não quero ficar com este espinho para o resto da minha vida, a pensar que ainda tenho aquela pedra no meu sapato, pretendo que aquilo que se passou seja uma breve memória e que possamos seguir em frente e ser felizes, não um com o outro mas uns com os outros.

Admito que ainda tenho algumas reservas em relação a ti, é difícil voltar a confiar numa pessoa em quem confiávamos tanto e que nos desiludiu da maneira que tu o fizeste mas estou a tentar confiar, estou a tentar acreditar na tua mudança, como já dizia alguém "eu confio desconfiando".

Nós vamos aos poucos construindo pontes, vamos mantendo o contacto, vamos sabendo o que dá para se saber da vida um do outro, nós somos assim.

O facto é que ainda existe um longo caminho pela frente, somos acima de tudo amigos, sabemos o que o outro pensa, sabemos qual é o limite, e verdade se diga existem coisas pelas quais eu te vou estar para sempre agradecida; as coisas boas que sei que fizeste, não me esqueço e até as menos boas porque essas sim fizeram-me crescer e aprender.

Agora é deixar a coisa fluir, andar na esperança que dias assim continuem...não vou mentir não sou propriamente uma optimista, tenho a sensação que isto é sol de pouca dura mas enquanto cá estamos vamos ver o que dá.

domingo, 17 de setembro de 2017

É a vida

E quando a vida nos apanha desprevenidos e tudo aquilo que julgávamos ter aprendido, volta de repente e sem avisar para a nossa vida?!

Não vou mentir, pensei, e muito como seria este reencontro (confesso que nunca pensei que fosse pela razão que foi) mas nunca em hipótese alguma, eu pensei que seria da maneira que foi. Foi como se dois estranhos (porque na realidade passaram-se 4 anos)se voltassem a reencontrar, a sensação inicial foi que voltou tudo mas depois, de repente, lembrei-me das razões que nos afastaram e apareceu uma revolta enorme.

Foi difícil estar na tua companhia, custou muito, acho que (e até posso estar doida mas) a sensação que tive foi que nada mudou entre nós apesar destes 4 anos longe, é difícil estar ao pé dessa pessoa e perceber que "aquilo" que está ali tão tangível nunca será de nenhum de nós; não nos soubemos ter essa foi a verdade, gostámos tão intensamente da companhia um do outro que nos esquecemos de quem erámos.

Hoje poucas coisas me lembro desse tempo, a única coisa que fica são as sensações dessa época, essas sim são difíceis, saber que apesar de não sermos inseparáveis eramos bons um para o outro, não eramos iguais nem nada que se parecesse, eramos o oposto e mesmo assim completávamo-nos, eramos capazes de largar tudo o que estávamos a fazer para irmos ajudar o outro, não era amor era um compromisso, eu tomo conta de ti e tu tomas conta de mim, foi assim durante algum tempo e para dizer a verdade, soube bem, bem até demais porque quando foste embora andei durante algum tempo perdida e sozinha... das piores sensações da vida.

E agora reapareces e o pior de tudo é que se por um lado não quero voltar a sentir o mesmo porque sei que é em vão, sei que não é possível e sei que nada de bom poderia resultar deste teu regresso a verdade é que não consigo deixar de pensar e como é que será agora que ele voltou?

Quero que pelo menos sejamos amigos mas na realidade será possível ser-se amigo de quem um dia já conhecemos tão bem?! É difícil balancear esta aproximação, nunca se sabe quando é que deixa de ser amizade e se está a voltar aos mesmos erros do passado. Aí reside a dificuldade, quando é que este ato ou esta fala já não é só no nível da amizade, mas sim a fala de quem já te conhece bem demais e até sabe o que pensas sobre determinado assunto.

Se por um lado quero pensar, sim podemos ser amigos é só esqueceres que um dia foram mais do isso, por outro cada vez que dou por mim estou a pensar "bolas, já falei de mais" vejo que afinal ainda não esqueci nada e que este é um caminho longo e solitário.

Sabes é difícil de um dia para o outro pensar fiquei sem a minha pessoa, aquela que sabe tudo sobre mim e que lhe digo tudo o que penso, se deixar ir embora gradualmente é mau, te garanto que de rompante é pior ainda.

A minha esperança é que tudo isto seja passageiro, que a tua vinda não deixe novas marcas nem novas lembranças em mim, e que quando te fores não custe e que eu possa viver a minha vida conforme vivi estes últimos quatro anos, preciso de fazer ver a mim mesma que eu evolui estes anos, eu não fiquei parada porque a vida apesar de dura só pode andar para a frente.

Ganhei, sim apesar de te ter perdido, ganhei, percebi que a vida anda, percebi que afinal sou capaz de muito mais coisas e que não posso viver a achar que vou conseguir esquecer o que aconteceu, apercebi-me ao longo destes anos que não posso nem devo esquecer nada do que vivi, pois foi parte de quem eu fui, não foi a melhor parte de mim é verdade mas foi quem eu fui, com quem eu fui e com quem eu fiz o que queria.

Nos dias bons olho à minha volto e sorrio a pensar, eu tenho tanta coisa com que ficar feliz, tenho a minha família que apesar de tudo me apoia, tenho amigos, entre eles tenho duas pessoas maravilhosas que entraram na minha vida e que não me parece que vão sair tão cedo que me dão o braço e dizem vamos sair mesmo quando eu digo que não e que me arrastam por um braço, pessoas que me fazem feliz e contente por estar viva.

Nos dias maus, penso que se não fiquei contigo, não vou ficar com mais ninguém porque ninguém vai querer alguém tão magoado como eu, tão desistente da vida como eu.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

Hold back the river.

Hold back the river, let me look in your eyes
Hold back the river so I
Can stop for a minute and see where you hide




domingo, 12 de julho de 2015

90's bitch

domingo, 14 de junho de 2015

20's dress

terça-feira, 9 de junho de 2015